Nossa Casa, Nossa Lida Internacional

Nossa Casa, Nossa Lida Internacional

Oi, gente!
Há algum tempo, o Wesley me deu uma sugestão aqui pro blog que eu achei bem legal: falar sobre casas e lidas pelo mundo afora. É legal conhecer as demais culturas por meio das suas formas de moradia, não é? 
Eu gostei bastante da ideia e me animei ainda mais depois de ler uma matéria da revista Casa Claudia de dezembro, falando sobre as casas brasileiras e sobre como o brasileiro gosta de receber. Tem um trecho que gostaria de compartilhar com você, caso ainda não tenha lido: “A palavra decoração vem mesmo de onde ela diz: do coração. Decorar é uma expressão de amor, sensibilidade e cuidado. ‘Para o brasileiro, a casa simboliza um lugar de felicidade. O lar é onde dorme o companheiro ou a companheira, onde se criam os filhos, onde se saboreiam o peixe pescado no rio ou a linguiça defumada feita no fogão a lenha’, diz o fotógrafo Valdemir Cunha [produtor do livro Brasil Invisível]”. Legal, não é?
Aí fiquei pensando: se é assim que nós brasileiros idealizamos a sensação de lar, como é que fica quando estamos fora de nossa casa e de nosso país? Quais serão as diferenças mais chocantes? Será que ultrapassadas as barreiras territoriais existe uma casinha assim como a minha e como a sua?
É o que vamos tentar descobrir com a série “Nossa Casa, Nossa Lida Internacional”.

Pra começar, como a sugestão veio dele, cá está o namorado desta que lhe escreve: Wesley, o intercambista que se arriscou a conhecer um novo mundo chamado Lisboa (em Portugal) e hoje conta um pouquinho do que se lembra (pois a viagem aconteceu a mais de dois anos) sobre as construções e a vida lusa.

Ahhhh, Lisboa!!! Lembro-me perfeitamente das primeiras impressões que tive da capital portuguesa. Com a cabeça grudada na janela do avião, tentava desbravar as vielas e os monumentos arquitetônicos tão familiares no Google Maps. Era igual? Não. Mas só percebi isso depois que paguei uns euros a mais para o taxista me levar do aeroporto à Cruz Quebrada (bairro onde morei) por um caminho que eu pudesse ver melhor a cidade. Os 20 minutos de percurso me apresentaram casas pequenas e centenárias; ruas beeeem estreitas, com predinhos velhos de no máximo quatro andares (quase todos com varal na janela); monumentos imensos feitos de pedra, herança dos povos iberos que viveram lá na pré-história europeia.
Ora pois, mas nada como a casa da gente! Vivi seis meses em uma residência universitária. Quase 70 pessoas moravam lá. Era uma construção com três andares, sete quartos por andar e uma média de três pessoas em cada quarto. No começo, achei que seria ruim morar nessa casa. Engano. Se eu não fosse para  lá, o intercâmbio não teria sido tão bom! Era como se uma família enorme morasse no mesmo lugar. E a cozinha, claro, era o ponto de encontro. Aliás, os portugueses têm um costume diferente de nós que tem a ver com a cozinha: quando alguém “faz anos”, o aniversariante prepara um jantar para os amigos na própria casa e depois saem para a balada. Em Portugal, é comum ir na casa dos outros.
Outro aspecto diferente é que lá as residências têm calefação, que é tipo um ar condicionado, só que a gás, que mantém o ambiente aquecido e muito aconchegante! E é assim, aliás, que eu defino Lisboa: uma cidade aconchegante. Espero que ela volte a ser minha casa de novo!!!

Esta é a Lisboa que Wesley conheceu durante os seis meses que morou lá, de agosto de 2009 (ou seria setembro?) a fevereiro de 2010. Algumas coisas são semelhantes às do Brasil, embora aqui em Curitiba sejam um pouco diferentes. Na cidade onde nasci, Jacarezinho (no norte do Paraná), e na qual eu cresci, em Santo Antônio da Platina (ao lado de Jacarezinho), também é muito normal visitar e posar na casa dos amigos e fazer jantares na cozinha de casa no dia de aniversário. Mas é engraçado pensar que os costumes da “minha casa”, que fica a 400 km de Curitiba, sejam mais parecidos com os de Lisboa, a um oceano de distância.
Talvez, na verdade, nem precisemos ir muito longe pra encontrar semelhanças e diferenças no jeito de morar brasileiro. Então, já que estamos aqui pertinho, te pergunto: como é aí na sua casa? O que te atrai nela? Qual a sensação de retornar ao lar após uma longa viagem ou até mesmo um curto passeio?
A estrutura pode ser a mesma, todas com seu quarto/banheiro/sala/cozinha (umas mais, outras menos), mas o que difere a nossa casa como nossa é o carinho que a ela entregamos. Concorda?

Bom começo de semana,
Mariana

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6 comentários sobre “Nossa Casa, Nossa Lida Internacional

  1. Oi, Mariana, carinho e paciência acredito que não podem faltar em qualquer cafofo. Carinho para cuidar de cada detalhe, cantinho, para que ele fique com nossa cara. A paciência é indispensável, seja pela falta de grana para fazer daquele jeito que pretende, seja para esperar o jardim crescer. Sem ela, muitas vezes atropelamos o carinho e colocamos tudo a perder. E minha casa é um pouquinho disso, o melhor lugar do mundo, mas certamente uma união de todos os lugares por onde andei, das pessoas com quem conversei e ainda uma tentativa de atender as necessidades de todos que moram aqui. Adorei o Nossa Casa, Nossa Lida Internacional! Beijo, Helka

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    1. Há pouco tempo, eu não via as coisas desta maneira. Acho que eu não dava valor o suficiente pra minha casa, porque desde que saí da casa de meus pais fui morar em apartamentos alugados (geralmente, escolhidos pelo preço baixo). A qualidade não era muito legal.
      Foi depois que vim morar onde estou hoje que acendeu em mim esta formiguinha de cuidar de tudo, com muito carinho e paciência. Acredito que ela sempre existiu em mim, embora estivesse um pouco desmotivada.
      Então, hoje, tenho no meu dia a dia exatamente isso que você disse: o melhor lugar do mundo! E é uma delícia a sensação!
      Beijão, Helka!

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  2. Olha, já morei em Buenos Aires, Argentina. Norfolk, USA. e agora estou morando em Clermont-Ferrand na França. E sabe, é difícil falar das diferenças, porque como não era do país, e fiquei em todos os países menos de 1 ano, acabei não me entrenhando entre eles para descobrir os costumes. Então continuei com os meus, mudo um pouco para receber as pessoas que não são brasileiras, mas tenho o mesmo sentimento de aconchego quando chego, aquela vontade de ir no banheiro que aumenta quando vai chegando mais perto de casa, e essas coisas que tinha no Brasil… Quando viajo pela europa fico pensando… Ahhh que delícia vai ser quando eu chegar em casa! E é a casa da França rsrs… Porque é lá que está minhas coisas, meu lar, enfim… Mas tenho certeza que o lar no Brasil é mais gostoso pelo fato de você ter mais pessoas amadas para passarem tempo com você nela. Só isso que é a diferença na minha opinião rs… Beijos

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    1. Legal saber que pra você é parecido, Mari. Acho que é algo meio filosófico, do tipo: nossa casa está no nosso coração. haha! Parece breguinha, mas penso que pode ser verdade.
      E você bem que poderia escrever pro NCNL Intenacional. Já viveu em vários cantos do mundo rs!

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  3. Olá Mariana
    Para mim a minha casa é o lugar onde me sinto á vontade, onde cada cantinho tem um bocadinho de mim e da minha familia, onde recebo os amigos a volta de um petisco, embora ultimamente não sinto isso, mas já e outra história.
    Penso que me sentiria bem a viver em qualquer lugar, porque teria tendencia para recriar o meu ambiente, iria sentir falta sim do calor humano, das conversas e dos seroes com as pessoas amigas, se o clima fosse muito diferente do meu principalmente se fosse mais frio, se fosse calorzinho aí para mim esse lugar era um paraiso.
    Beijinhos

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    1. Oi, Rosinha. A satisfação de estar em casa, reconhecer os móveis, cada cantinho, é uma delícia, mesmo! E, à medida que podemos carregar isso conosco, nossa casa passa a ser onde quer que estamos. Concordo com você!
      Um beijo!

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