Garimpar é uma arte

Garimpar é uma arte

Minha mãe tem veia artística. Não sei para quem puxou, mas tem. Ela pinta quadros e gesso, restaura móveis, faz mosaicos e o que mais vier pela frente. Aliás, o aparador de tampo em mosaico que tenho é produção dela. Dá para ver um pouquinho dele neste post aqui.

Agora, ela e meu pai estão construindo uma loja que servirá justamente para vender móveis e objetos antigos – alguns restaurados, pela necessidade do estado em que se encontravam, e outros não. A Provence (este será o nome, pois a cidade francesa de mesmo nome será o tema da decoração :) ) não será bem um antiquário, no sentido literal da palavra, pois seria preciso ter obras de arte, livros raros e mais coisas do tipo. Talvez um dia peças como estas estejam disponíveis lá – quem sabe, né?! – mas, inicialmente, não é a ideia.

Estou falando tudo isso que é para chegar ao assunto dos antiquários. Tanto neles quanto em lojas de móveis usados, os famosos brechós, acho os preços mega altos! É preciso ter muita calma e garimpar com cuidado e sem preguiça, pois numa piscada de olhos você perde um móvel que está lá no fim da loja, embaixo de trocentas peças diferentes.

Eu tenho preguiça. Não sou uma pessoa boa para garimpar. Minha pressão cai, meus pés se cansam, quero comer… Iiiih, não dá certo! Fora que não sou uma pessoa de visão. Porque, muitas vezes, é preciso olhar para a peça e imaginá-la transformada, em outra cor, com nova função. Garimpar é uma arte!

Aliás, antes de a arte começar dentro do antiquário é preciso começá-la fora: na escolha do local ideal. Bom mesmo é o cara que já sabe onde encontrar peças legais por preços acessíveis, né?

Estava lendo a revista Casa Claudia Curitiba e tinha uma matéria sobre antiquários, citando três opções curitibanas de garimpo: Desmobilia, Feira de Antiguidades da praça da Espanha e o Freire Antiguidades, na galeria da praça Osório. Como sou uma bela consumista virtual, gosto bastante de visitar o site do Desmobilia, mas nunca comprei nada, pois acho tudo ultra caro! Mesmo assim, fico babando em algumas peças, pois são incríveis! Volta e meia tem promoção por lá (mas se você pensa que o preço fica acessível… Bom, se o seu salário for parecido com o meu, a notícia não é boa).

Quanto às outras duas indicações da revista, não conheço pessoalmente. Porém, meu pai, um pesquisador de campo nato, foi até a Feira de Antiguidades da praça da Espanha esses dias para ver como anda o mercado. Ele disse que a feira não é muito grande, não tem muitos vendedores, mas que vale o passeio. Pelo que ele me falou, os preços são mais “reais”, digamos assim. Mas acho que ali o comércio é mais voltado para objetos e nem tanto para móveis. É preciso ir para saber.

Fora isso, minha gente, estou por fora dos antiquários e brechós curitibanos! E estou por fora, como já disse, por uma leve preguicinha (e também por falta de grana. Porque não dá para perder o dia vendo coisas lindas e não poder comprá-las, né?).

Mas e você? Curte uma peça antiga? Gosta de garimpar? Conhece lojas diferentes dignas de visitas, mesmo que pela internet? Conte aí!

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6 comentários sobre “Garimpar é uma arte

  1. Adoro garimpar, Mariana, pena que meu tempo anda muito curto. Aqui em casa, quase todos os móveis são de garimpo ou herdados. De uns tempos pra cá, o preço aumentou muito mesmo, mas ainda é possível encontrar coisas a preço amigável principalmente em bazares que algumas igrejas realizam. Beijo!

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  2. Garimpar é um dom haha! Não nasci com ele :(
    Talvez seja falta de prática, na verdade. Qualquer dia desses, sairei em busca dos antiquários curitibanos pra ver se dou conta. Te conto!
    Os móveis da minha casa também são herdados. Acho-os lindo, inclusive hehe
    Beijo, Helka!

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  3. Voce é uma linda e sua casa também. Coisa antiga é assim: “tem de gostar”. E não podemos dizer que são caros, já que não temos como comparar. Um móvel antigo é feito de madeira boa, tanto que se é antigo é porque existe ainda depois de muitos anos. É único. E tem uma história, marca de uma época. Uma peça antiga dentro de um ambiente moderno, rouba a cena e seu valor é logo compreendido. Beijo. Adoro ler voce.

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  4. Oi, Mari! Tudo bom, filha? Legal esta matéria… Na pracinha da espanha, aos sábados e possivel encontrar alguns itens. Como se trata de um coisa pequena (inclusive as barracas dos vendedores) não existem móveis. Quando muito algumas radiolas, rádios etc… As peças pequenas, decorativas, são as mais encontradas. Porem, exercite duas coisas: pechincha e paciencia. Garimpar é uma arte que requer muito isto. Ah… no nosso caso, que compramos para revender, se frustrar por uma peça estar acima do valor de revenda, faz parte. Assim, esqueça a “bendita” e parta prá outra. Afinal, o garimpo, neste caso, é inesgotável. Adoro isto! Embora, não tenha a veia artistica de sua mãe. Fique com Deus e parabens pelo blog. Beijão. Te amo.

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    1. Oi, pai! Que legal te ver aqui! Obrigada!
      Na próxima vez que você vier, me arriscarei a ir à feirinha com você. Quem sabe eu não aprenda a pechinchar, né? hahaha É uma característica boa a se adquirir.
      Um beijo. Te amo, também!

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