Sem desperdício

Sem desperdício

Conhece o blog Um Ano Sem Zara, da Joanna Moura? Se não, prestenção aqui que farei um resuminho do que sei a respeito dela (se você já sabe de tudo, então pule pro parágrafo abaixo). A Jojo, como ela é chamada no blog, é uma menina que, assim como eu e você (talvez – e desculpa se não for o seu caso), sofria com problemas financeiros. Ela não era pobre, mas ficava no vermelho a cada vencimento do cartão de crédito. Enquanto isso, seus armários pareciam menores e menores e menores, pois o tanto de roupas e sapatos que a Jojo comprava era absurdo (é o que conta lá no blog, tá? Eu não a conheço). Sendo assim, o que ela fez? Criou o Um Ano Sem Zara pra contar a quem quisesse saber seus problemas e fez a promessa de que passaria um ano inteirinho sem comprar uma pecinha de roupa, mesmo que custasse um real. Em março, a Joanna comemorou o cumprimento de sua promessa e disse ainda que, a partir desta experiência, aprendeu a dar mais valor pra sua grana, conseguiu até fazer uma poupança das boas e não quer saber de gastar fortunas com grifes – só vai se jogar em promoção, lojinha barata e viver feliz assim. Ela também contou que a lição que tirou de tudo isso é saber que a famosa frase feminina “não tenho roupa” é uma grande mentira (nós sabemos disso!) que só existe porque as mulheres têm é preguiça de pensar e criar combinações usando o que têm (concordo).
Enfim! O que a Jojo e o Um Ano Sem Zara têm a ver com um blog sobre casa? Fato é que essa Joanna me fez pensar nas coisas que também tenho no armário – mas no armário da cozinha. A quantidade de comida guardada com prazo de validade vencido, alimentos que eu tenho consciência que nunca cozinharei, embalagens que juntaram até poeira… Coisa feia (além de ser relaxo da minha parte, confesso). Então, inspirada no blog da Jojo, decidi que não vou mais ao mercado comprar coisas que tenho em casa – mesmo que estejam prestes a acabar. Apenas quando eu jogar a embalagem fora é que vou atrás de outra – e isso se não tiver outras opções na geladeira.
Por exemplo, eu nunca fui de tomar leite, mas meu namorado insistiu e li umas coisas na internet sobre a importância do cálcio na vida da mulher e aí criei vergonha na cara e comecei até que a gostar da bebida. A continuação do problema é que eu só gosto da versão integral e bato o pé que só tomo esta. Aí, há quase um mês, minha sogra me deu duas caixinhas de leite desnatado que estavam na casa dela. Onde foram parar? No fundo do armário. Uma, o Wesley tomou, mas a outra ele nem tocou. Continua lá ocupando espaço, quase vencendo, enquanto eu compro toda semana uma caixa de leite integral no mercado. A pergunta é: será que precisa? Será que não posso tomar o desnatado? Posso, né, gente. É só questão de vergonha na cara.
Exemplo 2: O Wesley entrou numas piras de emagrecer, então substituiu o pão branco pela torrada integral (nem sei se adianta, mas OK). Como eu não tenho problema com peso (hahahaha), mantive o pão de forma de todos os dias e, quando fomos ao mercado, compramos as duas coisas. Resultado: ele não comeu a torrada, também não comeu o pão, e eu fico sozinha vendo os dois produtos estragarem na mesa da cozinha (estragar é modo de dizer, tá? Não tão verde embolorando, só quero dizer que estão abertos com um consumo mega baixo, já que eu como uma fatia de pão por dia e zero de torrada). Mais uma vez, pergunto: precisa?
Exemplo 3: A gente não almoça em casa (o Wes almoça na mãe dele e leva almoço da casa dela pra mim no trabalho todos os dias #amominhasogra), por isso não precisamos ter muita comida de refeição, sabe?, tipo arroz, carne, etc. Mesmo assim, no congelador tem linguiça, frango, peixe e bacon, além de ovos na geladeira (lembra que falamos dos ovos aqui?). Ou seja, há opções – e muitas! Será que eu realmente preciso ir ao mercado para comprar carne vermelha? E, com três pacotes de arroz no armário, preciso comprar um de macarrão?
Eu sei, gente, que diversidade na alimentação é importante, mas, como disse, meu almoço é super saudável todos os dias – o certo seria até eu comer algo bem leve à noite, e não comida de verdade. E não teria problema eu comprar macarrão pra comer quando bater a vontade, o problema é ter três sacos de arroz no armário! Entende? OK comprar carne vermelha pra fazer um strogonoff, mas também preciso comer o frango, o peixe e o que mais tem na minha geladeira, se não só gastarei mais dinheiro, jogarei muitas coisas fora, pois estragarão, e nunca estarei satisfeita com o que tenho em casa.
Pra terminar, como a Jojo disse, é preciso ser criativa e misturar as coisas pra sair ganhando. Então vamos ganhar! Vamos misturar arroz com frango e fazer risoto improvisado! Vamos fritar um ovinho pra comer com pão; fazer peixe com salada e por aí vai. Não dá pra ter preguiça!
Quem concorda?

Nos vejos, já,
@marianagatzk

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